O Crisp (crisp.chat, Crisp IM SARL, França) é um widget de chat em direto e de helpdesk muito utilizado. O fornecedor está estabelecido na UE e oferece alojamento de dados na UE — o widget de chat carrega, ainda assim, um script ao carregar a página e define entradas de armazenamento.
Os widgets de chat em direto são um caso-limite no direito da proteção de dados: enquanto ninguém usa o chat, o script carregado em segundo plano não cumpre nenhuma finalidade pretendida pelo visitante — apenas prepara um possível uso posterior. É precisamente esse carregamento antecipado o problema. O Crisp coloca um identificador de sessão no armazenamento local ao carregar a página e estabelece uma ligação aos servidores do Crisp antes mesmo de o visitante clicar em algo.
O Crisp tem uma vantagem sobre muitos concorrentes dos EUA: a empresa está estabelecida em França e oferece, consoante o plano, um alojamento dos dados de chat na UE. Isso atenua a questão do país terceiro. Mas não substitui o consentimento para o acesso ao dispositivo — as entradas de armazenamento local e o carregamento de scripts estão sujeitos a consentimento independentemente da localização do servidor se não forem tecnicamente necessários.
A solução limpa é um carregamento «a pedido»: em vez de incorporar o snippet do Crisp diretamente, a página mostra inicialmente apenas um botão próprio. Só no clique é que o script do Crisp é inserido via JavaScript e o chat é aberto. Assim, o acesso ao dispositivo só acontece quando o visitante solicita ativamente o serviço — aplica-se então o § 25.º, n.º 2 do TDDDG (estritamente necessário para o serviço solicitado).
O widget do Crisp carrega JavaScript de client.crisp.chat ao carregar a página e coloca um identificador no navegador para associar os históricos de chat a um visitante. Esse acesso ao dispositivo não é «estritamente necessário» enquanto o visitante não usar ativamente o chat — nos termos do § 25.º, n.º 1 do TDDDG está, portanto, sujeito a consentimento se o widget já carregar antes do primeiro clique.
A análise gratuita verifica o HTML entregue e mostra que serviços estão incorporados, se é detetado um banner de cookies e se as ligações para privacidade e informação legal estão presentes — com enquadramento para cada constatação. Não substitui aconselhamento jurídico.
Este texto é informação geral em boa-fé, não aconselhamento jurídico. Para o caso concreto, consulte um escritório especializado em direito das TI.